quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vale do Amanhecer – DF. 09 de outubro de 1977.

Meu filho Jaguar,
Salve Deus!
Esta carta tem um sentido mais profundo de amor, porque tudo começou de maneira mais original que já senti, vi, e ouvi; em toda minha vida.
Deus fez o homem para viver cem anos neste mundo e ser feliz no livre arbítrio, onde ninguém é de ninguém, na liberdade total da alma que aspira nas afinidades do sentimentalismo; onde o Sol e a Lua, a Chuva e o Vento tão, distintamente, controlados afetam.
Assumimos o compromisso de uma encarnação e, juntos partimos, não só pelas dividas em reajustes, como também, pelos prazeres que este planeta nos oferece, sim, estando no espaço, devendo na Terra, sentimos desolados e inseguros, porque estamos ligados pelas vibrações contraídas. E neste exemplo, Jesus nos afirma que, só reajustamos por amor. Tudo começou assim:
Viajava para uma estação de água, na velocidade do carro, uma linda mulher, marcando mais ou menos dois anos de desencarnada, emparelhou ao meu lado e como se estivéssemos parados começou a contar sua vida que muito me impressionou pela maneira natural. - Morava na cidadezinha por onde eu passara e, que amava perdidamente o seu esposo Antonê, era como ela o chamava. Porém, perdi a segurança e comecei a sofrer e fazê-lo sofrer, inimizei-me com toda a família, passei a viver num suspense terrível, se saíamos para a festa e, ele estivesse alegre e feliz, eu começava a me torturar e acabava por manifestar qualquer mal, contanto que ele se sentisse infeliz e, estando triste eu começava também as minhas suspeitas. Olha! Como martirizei a vida do meu pobre Antonê. Sim, de toda sua família, não tive filhos, porque filhos me separariam, não me dariam tempo de correr atrás do meu marido. Pensava nos conselhos de minha sogra, conselhos tão queridos que me dava mais suspeita, até que rompi com toda família. Então Antonê começou a mentir-me, um dia o vi conversando com uma moça que havia sido sua namorada. Fiz um escândalo terrível. Porém, desta vez ele permaneceu numa atitude afirmativa e, eu tive medo, depois ele disse num tom firme: - De hoje em diante, irei todos os dias na casa de minha mãezinha que você destruiu. Você não me impedirá. Sim, foi como se o mundo tivesse rodado para mim, parecia um outro homem. A sua personalidade que eu não conhecia, desde então, fui perdendo o controle, já agora sentia imenso o que havia perdido, toda minha arrogância, sem recursos para lutar. Pois, só temos forças quando estamos na Lei de Auxílio, amando ou por missão, porém, não como eu odiando, comecei a sentir saudades do que havia perdido, chegava perto dele e, apesar de sua tristeza, ele sempre me correspondia.
Pensei ter um filho, pois, era o seu ideal, fomos ao médico, este, um velho conhecido, disse com a intimidade que tínhamos, que um filho não encomendamos quando queremos e, disse mais, pela minha expansão, falta de controle, eu havia me descontrolado e precisava de tratamento e religião. Saí dali pensando como recuperar o que estava perdido. Propus pedir perdão a minha sogra, porém, ela advertiu-me que minhas cunhadas ainda estavam sentidas demais comigo, não deveria então, chegar até lá.
Fiquei isolada, porém, ele sempre meigo cavalheiro comigo. Realmente me amava. Tínhamos uma fazenda perto dali e, ele todos os dias ia trabalhar sem a minha vigilância. Dois anos que eu já havia me moderado, Antonê veio me pedir uma assinatura para vender uma fazenda. Fazenda? Eu não a conheço, Como você comprou, sem me dizer nada? Quem é que mora lá? Quem são as pessoas? - Meu Deus! Não há ninguém, afirmava ele. Vou lá antes de você vender. Não! Chega, disse ele, não suporto mais e, quer saber? Não quero mais sua assinatura e, foi saindo. Antenor, o nosso vaqueiro, contou tudo que estava se passando: - Emília, a professora e ex-namorada do meu marido estava lecionando numa fazendo vizinha, mas, ela não é amante dele. Eles. Apenas se queixaram de suas infelicidades. Por que se dirige a mim Dona Célia? Eu já vi o Senhor Antonê sair daqui, chorando muitas vezes, dizendo: - Se eu não amasse tanto a Célia, um dia sairia daqui e não voltaria mais. – Chega, gritei! Não quero mais ouvir.
Antenor foi embora, saí correndo até a casa da minha sogra, porém, Deus não deixou que eu o fizesse sofrer mais, uma caminhoneta me atropelou, levaram-me para o hospital aonde vim a falecer. Não falava, porém, via todos: - Minha sogra, meu marido e algumas cunhadas. Meu marido chorava com resignação, o padre veio e deu-me a extrema unção, foi só o que me lembrei. E por muitos anos comecei a vagar, sempre me lembrando das palavras da extrema-unção "ressuscitar os mortos", então, tinha medo de me afastar do cemitério e perder a oportunidade, não me encontrei com nenhum morto que fosse meu conhecido, apenas um INDIO, insistindo para que eu deixasse meu marido, enfim, que eu abandonasse o meu mundo, aquela cidade onde era tudo para mim, onde eu ainda tinha esperanças.
Todos os dias pela madrugada, um silvo muito grande nos despertava e, eu ficava na expectativa da ressurreição. Como seria se eu não conhecia nada que pudesse acreditar? Porém, a minha mente, já estava tão habituada a crer nas minhas calúnias, naturalmente, foi o fenômeno habitual. Este silvo vinha de um lindo homem vestido de centurião romano, acompanhado de uma linda mulher, também romana. Diziam coisas lindas, levavam as pessoas com eles, porém, somente eu não me convencia.
Um dia, chegou um enterro. Pensei! Quem seria? Sete dias depois do enterro, chegou Lazinha, uma mulher que se havia perdido e, sempre estava presente. Nós nos vimos e, eu quis fugir como sempre, ela, porém, falou: - Célia, aqui também? Este é o mundo que não pode existir orgulho e, com o mesmo cinismo, desafiava-me com o olhar. Novamente começou a contar o que havia sucedido: - Antonê viajou, Inácio seu cunhado, quase matou Zeca, chofer da caminhonete que me matara; depois, arrematando, sabe; eu vou embora daqui. Sim, uma coisa muito falada na cidade, ninguém veio no seu enterro "sem pensar" no entanto, no de Lazinha, foi tanta gente! Ah! Disse: - Graças a Deus, nunca infernei a vida de ninguém, nem nunca levantei calúnia a ninguém, nem mesmo condenei Fulgêncio que, me desonrou. Meus pais puseram-me para fora da fazenda. Sofri, porém não condenei ninguém, hoje estão arrependidos e eu saí bem com todos, agora vou-me embora. Para onde? Perguntei. Nisso um índio que se dizia chamar Tucuruy, foi levando-a pela mão. Comecei a gritar: Ressurreição! Ressurreição!... Não há ressurreição, não para mim, uma cínica como eu. Ó meu Deus, como pude viver acusando e caluniando as pessoas, o que fiz!... Nisto vi ao longo, lá na minha sepultura, Emília e Antonê ajoelhados, colocando uma rosa vermelha na sepultura, dizendo algumas palavras. Fiquei onde estava e, pela primeira vez, senti aliviada. Emília, a quem tanto caluniei, agora estava feliz. Logo que saíram, corri para lá e abracei a minha rosa, a última esperança na Terra, pedindo a Deus por Emilia e Antonê.
Nada me levaria à ressurreição, esta rosa é minha última esperança de um perdão, se Emília perdoa-me, todo mundo me perdoará.¬Fiquei ali extasiada não sei por quanto tempo, até que Tucuruy, o mesmo índio que levou Lazinha, me entregou a senhora, Tia Neiva.
Meus filhos, eu então me lembrei do que ensino: - A MINHA MISSÃO É O MEU SACERDÓCIO. Mesmo naquela viagem de estação de águas, eu era a mesma Sacerdotisa dos Templos. Encaminhei-a com amor. E, com o mesmo amor que entreguei meus olhos que, somente Jesus é testemunha, se por vaidade eu me afastar um dia.
Carinhosamente, a Mãe em Cristo,

TIA NEIVA

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vale do Amanhecer - DF, 25 de junho de 1978.


MINHAS PROSAS, MEUS CONFLITOS.
FALANDO SOZINHA
Salve Deus!

Ficava calada, quando me perguntavam para onde eu ia. Ouvindo os espraguejamentos daqueles que outrora me amavam, sentia imensamente a perda que estava havendo. Porém, chorar, chorar, somente é o que me vinha; quando todos me acusavam de fanática, ignorando o meu drama. E, eu sem nada poder dizer. De Deus não foi dado ao homem criar, foi dado apenas crescer. E, sozinha me ponho a rimar, para que novas luzes venham a surgir e sempre pensando:
Por que tantos conflitos?
Por que tantas divergências, se tudo já está escrito? Sabe-se que só o amor nos dá força e equilíbrio. Amando, minh’alma irá longe, muito além do infinito, sem véu, sem grinalda e sem tempo; longe dos mundos aflitos.
Viajei, muito viajei para os meus amores voltar, caminhando, sempre caminhando, novas ilusões, novos destinos. Porém, tudo sem criar aumentei com amor. Por fim, um lindo rosário de salmos, foi tudo que formei. Os meus amores voltaram, ao meu caminho retornei.

Salve Deus!

Com carinho, a Mãe em Cristo.
TIA NEIVA
P. S.
Sabe filho, onde poderás viver sem medo e com a mente erguida? Na doutrina, onde o saber é livre.
TIA NEIVA

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O CANTO

Restando-lhe pouco tempo de vida, Tia Neiva trouxe o canto da individualidade da Primeira Tupinambá Yone e posteriormente traria dos planos espirituais o canto das demais componentes da falange, vendo que Tia Neiva não teria tempo de vida suficiente para trazê-lo, a ninfa Yone com o consentimento da Tia decidiu ceder o canto de sua individualidade a todas as ninfas da falange e, assim foi feito. Tia Neiva desencarnou antes de trazer o canto das componentes e até hoje elas emitem o canto da individualidade da Primeira Tupinambá.

Oh! Jesus divino e amado mestre, nesta bendita hora, venho em teu santo nome emitir o meu canto de Missionária Tupinambá. Trago o destino nesta rica oportunidade que me foi dada junto aos meus irmãos, ensinar o caminho dos que desamparados vem procurar essa grandeza absoluta de Deus Pai todo poderoso.
Daí-nos força Jesus, para melhor vos servir na cura desobsessiva a dos cegos, dos mudos e dos incompreendidos.
Grandeza de Deus que o nosso Jesus amado nos confiou nesta jornada para o terceiro milênio. Que as forças nos cheguem para que eu possa encaminhar, ajudando estes que chegam em busca da cura dos seus males físicos e espirituais.
Em teu Santo Nome Jesus, estamos aqui a mercê do teu julgamento.
Jesus Querido, venho do mundo verde, e hoje sou a missionária, uma missionária especial em teu santo nome.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito. Salve Deus!

A MISSÃO

Segundo Tia Neiva orientada por Pai Seta Branca, a missão da falange está além das portas do templo do amanhecer, seu verdadeiro propósito é o auxilio dos cegos, dos mudos, dos surdos e dos incompreendidos, são aqueles que chegam aqui em busca de cura para os seus males físicos e espirituais, essa é a missão das Tupinambás, ajudar as pessoas mais necessitadas.

Antigamente a falange era associada à direção da Casa Grande, de acordo com as palavras da Tia, as Tupinambás deveriam gastar todo o tempo que fosse necessário atendendo as pessoas que aqui chegassem, deveriam tomar todas as providências para o auxilio dessas pessoas, mas com o passar do tempo e com o falecimento de Tia Neiva muito da missão das Tupinambás foi esquecida.

A falange tem também como responsabilidade a manutenção da imagem do Pai Seta Branca que está localizada no interior do templo, as ninfas responsáveis pela limpeza são escaladas pela Primeira Tupinambá.

sábado, 17 de outubro de 2009

A CASA GRANDE DAS TUPINAMBÁS

Existia no templo-mãe uma cantina, uma casa, onde atendiam as pessoas necessitadas de ajuda física e espiritual que lá chegavam. As pessoas necessitadas eram encaminhadas pelas entidades do Vale do Amanhecer, principalmente, por Vovó Catarina das Cachoeiras e, ali permaneciam o tempo indispensável e necessário para receberem as suas curas.

Os mestres que ajudavam na Casa das Tupinambás eram os componentes da própria falange ou outros voluntários de outras falanges missionárias que se propuseram somar esforços e ajudar a nossa Primeira Tupinambá, para o bem de muitos.

Com o funcionamento da casa das Tupinambás, todos os dias às nove horas da manhã, a Primeira da falange ou quem ela determinasse ou escalasse para substituí-la, deveria fazer a emissão e o canto no Turigano, na presença de todos os voluntários do dia. Havia esse ritual, pois conversando certa vez com Pai Seta Branca ele explicou à ninfa Yone que, estaria esperando por ela todos os dias nesse horário no Turigano.

Esta casa foi criada pela Primeira Tupinambá Yone, por ordem de Pai Seta Branca, Mãe Yara e Tia Neiva em dezoito de novembro de 1985. Foi fechada após (sete anos de funcionamento ininterrupto.

Caso alguém ou algum adjunto quiser abrir a Casa Grande das Tupinambás, nos templos externos, poderá ser feito, porém, o mestre responsável deverá entrar em contato com a missionária Yone para obter todas as regras e orientações necessárias para o funcionamento da casa. “Ïluminação”, isto é, a vibração que se irradia por toda aquela casa transitória. "Palavras da Tia Neiva, referindo-se à Casa Grande das Tupinambás.

domingo, 27 de setembro de 2009

NINFAS CONSAGRADAS PELO REINO CENTRAL


Minhas filhas,

Salve Deus!

Gostaria imensamente, que cada uma de vocês fizesse um sincero exame de consciência e, despertassem para o importante papel que por Deus, lhes foi confiados, neste limiar do Terceiro Milênio, quando temos tanto trabalho a realizar, desempenhando as suas funções como verdadeiras missionárias que são. Porque, minhas filhas, é muito triste ver que o desequilíbrio começa a se alastrar, insinuando-se em seus corações e em suas mentes, tornando difíceis, as tarefas mais simples, desarmonizando os trabalhos, gerando rivalidades que criam profundos abismos entre vocês e entre as falanges missionárias e, o que é pior, causando desilusões profundas aos que contavam, com o apoio e o amor de vocês.
A inveja e o ciúme são frutos da insegurança. E esta é provocada por fatores que devemos combater. Quanto maior for o conhecimento dentro da CONDUTA DOUTRINÁRIA, quanto mais participarem dos TRABALHOS NO TEMPLO, mais confiança vão adquirindo e, assim, a insegurança vai acabando. Também, deve ser evitado o excesso de confiança, pensando que nada mais tem a aprender e, cair no feio abismo da vaidade.
Sempre que envergarem seus uniformes, suas indumentárias devem deixar que a individualidade passe a conduzi-Ias. Esqueçam os problemas, as dores que perturbam a personalidade e, procurem dedicar-se, dando o melhor de si levando a Lei do Auxilio aonde quer que se faça necessário, porque, é terrível o efeito de uma negativa para ajudar em um trabalho, pelo simples motivo de não estar disposta ou não ter sido escalada, especificamente, para aquilo. Quando há escassez de ninfas, não se justifica que, por simples questão de preferência, haja mais ninfas do que o necessário para a realização de um trabalho, ficando outro paralisado.
Vamos, mesmo que com esforço, nos tornarmos prestativas, cuidando de tudo e de todos com atenção e carinho, fazendo com que as pessoas se sintam bem com nossa presença, que nossa vibração transmita serenidade e equilíbrio. Vamos valorizar o trabalho de cada uma e, das falanges missionárias e, em lugar de criar tolas rivalidades, é preciso ter a preocupação de agir em conjunto e harmonia, juntando as forças, abrindo os corações, irmanando-se com todos na importante tarefa de auxiliar os que necessitam.
É preciso ter muito cuidado para não decepcionar aos que as cercam e, principalmente, às Guias Missionárias, os Grandes Iniciados, que criam, em cada uma de vocês, essa beleza interior, essa força, o amor incondicional abrindo seus caminhos para a luz e a paz, a felicidade do cumprimento de suas missões.
Junto a seus mestres, ou nas falanges missionárias, busquem sempre servir dentro da Lei Crística, com amor, tolerância e humildade.

Salve Deus! Com carinho, a Mãe em Cristo.


TIA NEIVA

Vale do Amanhecer – DF. 18 de fevereiro de 1981

Edição do Trino Administração Muray – 21 de fevereiro de 2004

terça-feira, 22 de setembro de 2009

MINHA FILHA MISSIONÁRIA


Salve Deus!

É muito séria a sua missão, conscientização em nós mesmos, é colocar essa missão acima de nossas próprias dores, dos nossos próprios ais.
Vamos formar agora um continente e sairmos dessas ilhas, em que cada falange está se formando.
Lembre-se filha, que estamos à mercê de um grande tribunal e, com ele e só por ele, que chegaremos à vida eterna. Devemos sempre esconder as nossas asas. Elas são brancas e não podemos maculá-las.
Nessa era filha somos jaguares, papel cortado em forma de gente. Como mulheres, quando caímos somos pisadas. E nessa corrente somos ninfas, somos leves e vivemos esvoaçando sobre os montes.
Filha, todas as ninfas terão que entrar em escalas e para tanto, precisarão passar por um treinamento com a Edelves. Designei minha filha Adjunta Yuricy Edelves, como aos vossos Adjuntos Missionários Alufã e Adejã, para que as conduzam ao desenvolvimento dos novos eventos, das novas atribuições. Venho de um mundo onde as razões se encontram e não posso mais suportar o desamor que estamos dando à mediunidade. É preciso que a missionária se coloque em seu lugar e, para que isso aconteça, é necessário mais amor, mais tolerância e mais humildade.
Minha filha, não há missão específica nem mesmo para as ninfas Aponaras, que são as ninfas dos Adjuntos Maiores. As responsabilidades de todas as falanges são muito sérias, além dos rituais da Iniciação Dharman-Oxinto, Elevações, Batizados, Casamentos, etc... Em breve faremos realizar no Aledá, um trabalho onde sete ninfas irão incorporar o PAI SETA BRANCA. Manifestações que irão durar cerca de 20 minutos, em ritual semelhante ao realizado pelos Mestres Ajanãs no Oráculo de Simiromba. Antes, porém, terão que passar por este desenvolvimento com a Edelves e, no final serão consagradas e receberão uma placa dada por mim, recebendo assim sua graduação.
De vossos Adjuntos Missionários Alufã e Adejã, pedi para estarem atentos ao vosso desenvolvimento, a todos os vossos problemas, trazendo-me um relatório mensal com os nomes de cada ninfa formada por esse desenvolvimento. Espero que as dificuldades, as barreiras a eles reservadas nessa tarefa, sejam desses pequenos sóis, dessas pequenas luas, as menores possíveis.
É difícil compreender o homem a caminho de Deus. Muitas vezes falhamos e eles não falham e, quando falham, pior são as nossas falhas.
Filha, o meu comportamento com as Ninfas Missionárias dos templos externos será o mesmo, porque para mim, sempre deixei bem claro: conheço o mestre do templo mãe.
Filha, como Tia Neiva, foi preciso que eu ficasse pequenininha, para caber no coração de todos os meus filhos. Espero que você, como eu, deixe que a missão cresça e, a si mesma diminua, como fiz, para caber no coração das demais.
Por enquanto filha, é o que te posso dar.
Com carinho, a Mãe em Cristo Jesus.

TIA NEIVA

Vale do Amanhecer – DF. 11 de março de 1983

Edição do Trino Administração Muray – 15 de fevereiro de 2004

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Consagração de Falange Missionárias - 20/09/2009

Primeira Tupinambá Yone


Várias Ninfas compareceram na consagração.






1ª Tupinambá fazendo emissão e canto


Trino Muray - Mestre Ademar
Fazendo emissão e canto




Ninfas Rosa e Rita




Ninfa Nelina, sua Primeira, Yone e Regente da Falange Maria Ferreira (Ester)

sábado, 19 de setembro de 2009

FORMAÇÃO DA FALANGE


Yone Turial de Almeira, Primeira Tupinambá, acompanhou Tia Neiva em sua jornada, desde 1974. Oito anos depois, assumiu a missão dada por pai Seta Branca: criar a falange dele.

Em 1982, eu era Muruaicy, mas tinha saído da falange. Tia Neiva mandou que eu voltasse para ser Regente porque a Primeira Muraicy (Rilza) estava afastada. Na Estrela, no dia da consagração da Dinah como Primeira Dharman-Oxinto, a tia disse: "minha filha, você vai ficar aqui do lado, não vai ser mais Regente Muruaicy, o Pai Seta Branca disse que sua missão vai ser outra".

No dia seguinte na casa de Tia Neiva, fui informada por ela que a minha missão era formar a falange de Pai Seta Branca, pois ele disse que tinha chegado à hora.

A missão da falange, naquele momento, tinha um cunho social, era o Serviço Social da Doutrina. A Tia deixou escrito: "A falange Tupinambá tem acesso à direção da Casa Grande", porque nós teríamos que estar lá. Ele trouxe as Tupinambás para trabalhos sociais, ligados a atenção aos irmãos menos favorecidos, as crianças desamparadas, aos pacientes que chegavam bêbados e aos drogados. Distribuir harmonia entre o corpo mediúnico e ajuda em arrecadação para ajudar alguns necessitados.

"Eu recebia as pessoas, dava alimentação e conduzia até o Templo, para passar nos trabalhos todos os dias. As entidades mandavam me chamar e diziam: Fica com esse paciente por tantos dias e, eu ficava. Então, todos os dias eu os trazia até o Templo e eles passavam nos trabalhos, até o dia que eles concluíam o tratamento espiritual e seguiam os seus caminho, para onde quisessem ir. Muitos mestres passaram por lá. Fiquei na Casa Grande por oito anos, mas resolveram desmanchá-Ia e foram formadas outras casas em outros lugares. As vezes, alimentava sessenta, setenta pessoas num almoço e o mesmo no jantar".

Tudo o que eu fazia era através da intuição de Pai Seta Branca, nada por minha conta. Ele dizia: "todos os dias eu te espero às nove horas no Turigano", e assim acontecia. Ele me preparava, me mediunizava e eu passava o dia trabalhando, não tinha dificuldades, todos ajudavam.

A Tia Neiva não conseguiu narrar ou contar a história das Tupinambás. Naquela época, ela estava muito debilitada e, não tinhamos tempo nem de conversar. A única coisa que ela fez foi o canto da minha individualidade, que diz tudo de nossa missão. O canto da Tupinambá é o da minha individualidade. Como não houve tempo de fazer o canto coletivo para as componentes da falange, eu pedi permissão a ela e dei o meu canto para as Tupinambás.

Acervo da Primeira Tupinambá Yone Turial