sábado, 19 de setembro de 2009

FORMAÇÃO DA FALANGE


Yone Turial de Almeira, Primeira Tupinambá, acompanhou Tia Neiva em sua jornada, desde 1974. Oito anos depois, assumiu a missão dada por pai Seta Branca: criar a falange dele.

Em 1982, eu era Muruaicy, mas tinha saído da falange. Tia Neiva mandou que eu voltasse para ser Regente porque a Primeira Muraicy (Rilza) estava afastada. Na Estrela, no dia da consagração da Dinah como Primeira Dharman-Oxinto, a tia disse: "minha filha, você vai ficar aqui do lado, não vai ser mais Regente Muruaicy, o Pai Seta Branca disse que sua missão vai ser outra".

No dia seguinte na casa de Tia Neiva, fui informada por ela que a minha missão era formar a falange de Pai Seta Branca, pois ele disse que tinha chegado à hora.

A missão da falange, naquele momento, tinha um cunho social, era o Serviço Social da Doutrina. A Tia deixou escrito: "A falange Tupinambá tem acesso à direção da Casa Grande", porque nós teríamos que estar lá. Ele trouxe as Tupinambás para trabalhos sociais, ligados a atenção aos irmãos menos favorecidos, as crianças desamparadas, aos pacientes que chegavam bêbados e aos drogados. Distribuir harmonia entre o corpo mediúnico e ajuda em arrecadação para ajudar alguns necessitados.

"Eu recebia as pessoas, dava alimentação e conduzia até o Templo, para passar nos trabalhos todos os dias. As entidades mandavam me chamar e diziam: Fica com esse paciente por tantos dias e, eu ficava. Então, todos os dias eu os trazia até o Templo e eles passavam nos trabalhos, até o dia que eles concluíam o tratamento espiritual e seguiam os seus caminho, para onde quisessem ir. Muitos mestres passaram por lá. Fiquei na Casa Grande por oito anos, mas resolveram desmanchá-Ia e foram formadas outras casas em outros lugares. As vezes, alimentava sessenta, setenta pessoas num almoço e o mesmo no jantar".

Tudo o que eu fazia era através da intuição de Pai Seta Branca, nada por minha conta. Ele dizia: "todos os dias eu te espero às nove horas no Turigano", e assim acontecia. Ele me preparava, me mediunizava e eu passava o dia trabalhando, não tinha dificuldades, todos ajudavam.

A Tia Neiva não conseguiu narrar ou contar a história das Tupinambás. Naquela época, ela estava muito debilitada e, não tinhamos tempo nem de conversar. A única coisa que ela fez foi o canto da minha individualidade, que diz tudo de nossa missão. O canto da Tupinambá é o da minha individualidade. Como não houve tempo de fazer o canto coletivo para as componentes da falange, eu pedi permissão a ela e dei o meu canto para as Tupinambás.

Acervo da Primeira Tupinambá Yone Turial



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